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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Designers gráficos criticam o logo da Copa 2014

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Profissionais devem adotar posição conjunta sobre a escolha da Fifa

Durante todo o dia de ontem, vários leitores do Portal 2014 manifestaram sua decepção com a marca escolhida pela Fifa para a Copa do Brasil. Além de críticas sobre o logotipo, restam dúvidas sobre o processo de escolha, envolto em grande "mistério": Até agora, por exemplo, não se sabe quem são seus autores, ou mesmo se seriam brasileiros ou não. Sobram ressalvas também quanto ao critério da entidade para escolha dos "notáveis" que julgaram os trabalhos (ver matéria).







"Um ato de vergonha"


O renomado designer Alexandre Wollner, um dos precursores do design moderno brasileiro, criador de logotipos que se tornaram ícones da cultura visual do país, como os das empresas Itaú, Philco e Hering (ver entrevista no Portal 2014), resumiu em uma palavra seu espanto com o logo: "É lamentável".






Wollner fez a seguinte análise do logo: "Em cores, parece uma cara coberta pela mão num ato de vergonha; horrível. Não é uma marca, é uma ilustração de um artigo "a vergonha do brasil" (de ter perdido o campeonato)! Os 'notáveis' devem ter comparado com outros desenhos de baixo nível". E finaliza, surpreso: "Mas afinal, quem participou do concurso?! Teve concurso?". Wollner ainda manda um recado aos 'notáveis", para que imitem o ato de vergonha por terem escolhido este desenho.






Entre os designers brasileiros, o caso gerou decepção e polêmica, já que havia um acordo entre a ADG (Associação dos Designers Gráficos do Brasil) e a Fifa para que o processo de definição das marcas da Copa de 2014 fossem coordenadas pela entidade brasileira. Os profissionais da área decidiram reunir-se para tirar uma posição conjunta da classe. Não percam o próximo capítulo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Japão quer transmitir Copa por holografia

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O sistema japonês certamente será mais realista que o de Star Wars




SÃO PAULO – No Brasil, 2010 é o ano da Copa em alta definição. No mundo, o máximo que veremos serão jogos em 3D. Mas, no Japão, já se fala em transmitir partidas de futebol por holografia – não apenas pela TV, mas também dentro dos estádios.


O país, que deseja sediar o torneio em 2022, disse à FIFA que, caso seja escolhido, oferecerá tecnologia para o mundo inteiro assistir os jogos em projeções holográficas. Na prática, nós brasileiros poderíamos ir ao Maracanã e acompanhar os jogadores correndo pelo campo, em tamanho real, como se eles estivessem lá mesmo.


A proposta do Japão prevê um investimento de 6 bilhões de dólares para captar as partidas em 360 graus, utilizando 200 câmeras de alta definição. A ideia é capturar também o som em volume real e distribuí-lo pelo sistema de áudio do estádio. A instalação do equipamento de recepção seria feita em 400 estádios selecionados, alcançando 360 milhões de pessoas.


Toda essa parafernália traria uma bomba de gastos com energia, certo? Com certeza, mas o projeto inclui também painéis solares e dispositivos para retirar a energia cinética gerada em cada canto da própria arena.

Em comunicado, o diretor de tecnologia da comitiva da Associação Japonesa de Futebol, Jun Murai, admite que a proposta parece longe da realidade e lembra engenhocas de ficção científica. Mas o cientista da computação, conhecido como pai da internet japonesa, acredita que a tecnologia estará pronta muito antes do campeonato, já em 2016. E nós discutindo se o Brasil terá estádios decentes para a próxima Copa do Mundo

InfoPlantão